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domingo, 11 de março de 2012

"Entre o Céu e a Terra"

Série apresenta candidatos a santo no Brasil  
Inicia processo de  beatificação de "Nossa Mãe"  
Menino de nove anos pode se tornar santo  
Padre do interior de SP a caminho da santidade  
O Martírio como caminho de santidade

Fonte:  www.webtvcn

sábado, 9 de julho de 2011

Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus

Hoje comemoramos a santidade de vida da naturalizada brasileira Amábile Lúcia Visintainer que nasceu no ano de 1865 e partiu para a Glória em 1942. Nascida em Vigolo Vattaro (Itália), com apenas 10 anos de idade emigrou com seus pais para o Brasil dirigindo-se para o Estado de Santa Catarina, no sul do país.

Santa Paulina, antes de entrar para a vida consagrada, dedicou-se religiosamente em cuidar de uma senhora com câncer e a partir desta experiência caridosa deu-se a descoberta do Carisma que fora reconhecido em 1895 pelo Bispo de Curitiba, Paraná, com o nome de Filhas da Imaculada Conceição.

Na oração litúrgica da Igreja é pedido a Deus para nós fiéis a virtude do serviço, motivado pelo amor, a qual mais brilhou no coração da virgem Paulina do Coração Agonizante de Jesus.

Santa Paulina, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A Igreja celebra hoje São Pedro e São Paulo Apóstolos

Hoje a Igreja do mundo inteiro celebra a santidade de vida de São Pedro e São Paulo apóstolos. Estes santos são considerados "os cabeças dos apóstolos" por terem sido os principais líderes da Igreja Cristã Primitiva, tanto por sua fé e pregação, como pelo ardor e zelo missionários.

Pedro, que tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu ao Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro. Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em Sua morte por crucifixão. O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade. Pregou no Dia de Pentecostes e selou seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como seu Senhor, Jesus Cristo.

Escreveu duas Epístolas e, provavelmente, foi a fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu Evangelho.

Paulo, cujo nome antes da conversão era Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada "aos pés de Gamaliel", um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.

Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério. Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação.

Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o "Apóstolo dos gentios".


São Pedro e São Paulo, rogai por nós!

www.cancaonova.com

domingo, 22 de maio de 2011

Dia de Santa Rita de Cássia

Santa Rita de Cássia, considerada como a Santa das causas impossíveis. 
Viveu uma história de santidade muito interessante, pois foi casada, teve filhos e depois ficando viúva e seus filhos também faleceram. Ela entrou então, para a vida religiosa, onde viveu a entrega e o sacrifício, carregando em seu próprio corpo uma ferida que lhe foi concedida, porque ela mesmo desejou ter parte de sofrimento de Jesus. E dessa ferida que a acompanhou até o final de sua vida, exalava um cheiro ruim, que ao entrar para a eternidade, da ferida começou a exalar um perfume de rosas muito agradável, que todos podeiam sentir.
Santa Rita é uma Santa onde sua intercessão é invocada constantemente, fiéis de todas as partes, pedem as suas orações, e de modo especial aqui no Brasil a devoção a ela é muito grande.

Seu corpo continua intacto

 

No século XVII foi beatificada e em 24 de Maio de 1900, canonizada. O corpo de Santa Rita de Cássia continua conservado intacto até hoje. Qualquer pessoa pode contempla-la na Igreja do Convento de Cássia, dentro de um relicário de cristal. Depois de tantos anos, seus membros ainda têm flexibilidade e pela expressão do rosto, parece estar dormindo.

Santa Rita de Cássia, rogai por nós!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Dia de São João Nepomuceno

São João Nepomuceno é Padroeiro da minha Paróquia
A Paróquia de São João Nepomuceno 
Em Nepomuceno - Sul de MG
Na Diocese da Campanha
São João Nepomuceno, nasceu na Checoslováquia, numa pequena cidade chamada Nepomuc, perto de Praga.
Os pais, que muitos anos ficaram privados da bênção de filhos, recorreram à oração, fazendo um voto a Nossa Senhora. Assim, Deus ouvi suas preces e deu lhes um filho, que deram o nome de João, isto é, dom de Deus.
Tornou-se Padre, e como pregador tinha uma fama extraordinária entre todos que o escutavam.
A Rainha Joana escolheu-o como seu confessor, porém o fato de ser confessor da rainha, trouxe-lhe a coroa do martírio.
No entanto, o Rei, homem de coração endurecido, queria saber o que a rainha tanto confessava, e nutria muitas desconfianças, ela uma mulher muito devota e piedosa. O rei Wenceslau, então quer que João lhe revele o segredos das confissões e ele firmamente nega-lhe tal pedido, mantendo-se fiel ao ministério sacerdotal.
João Nepomuceno dizia com firmeza "prefiro mil vezes morrer". Então as 21h foi levado à ponte, que liga a cidade nova à velha e daí jogado nas águas do Moldavia. O céu incumbiu-se de revelar o crime e trazer à luz o que as trevas da noite deviam esconder. Apareceu uma luz claríssima que, em forma de milhares de estrelas, desceu sobre o corpo do mártir, acompanhando-o rio abaixo. O povo, alarmado por esse fenônmeno, via a luz, sem saber explicar a causa. O próprio rei, chamado pela rainha para apreciar o clarão maravilhoso e de todo extraordinário, vendo-o, ficou tomado de grande pavor.
Com o romper do dia, o corpo do Santo apareceu deitado sobre a areia do leito do rio, cujas águas, para lhe dar lugar, tinham-se dividido ao meio. Assim foi Mártir, em cujos lábios brincava um doce sorriso, reflexo da paz e santidade.


Deus tinha lhe revelado que a fidelidade ao sigilo sacramental lhe custaria a vida

Em 1719 foi aberto o túmulo de São João Nepomuceno. A língua foi encontrada ressequida, mas muito bem conservada. Seis anos depois, foi sujeita a exame, perante uma comissão autorizada pela Santa Sé. 
Aconteceu então, que a língua entumeceu repentinamente e a cor escura, que antes apresentava, transformou se num vermelho bem vivo.
A preciosa relíquia pode ser vista no tesouro da Catedral de Praga. Fechada num vaso de cristal, exposta um riquíssimo ostensório se acha no mesmo estado de conservação, em que foi encontrada, em que foi encontrada em 1719.

São João Nepomuceno foi canonizado por Bento VIII, em 1729


A Paróquia de São João Nepomuceno foi instituída no dia 17 de Maio de 1846

segunda-feira, 11 de abril de 2011

"Não derramem lágrimas por mim. Eu vou onde Jesus está. Em meu funeral não quero gente que chore, mas que cante forte".

"Tchau. Seja feliz porque eu o sou"

A Jovem Chiara Luce Badano beatificada no dia 25 de setembro de 2010, com a presença de pelo menos 25 mil pessoas no santuário do Divino Amor, em Roma, é um modelo para todos os jovens, ou melhor, para todos nós.
A jovem italiana falecida aos 19 anos (1971-1990) após uma longa doença durante a qual deu prova de autenticidade cristã.

  “Uma jovem bela, cheia de vida, atleta, ativa. 
Uma jovem normal, uma cristã. 
Depois, inesperadamente a doença, a agonia, a morte.
Uma escalada rápida para o Céu.
Encaminhado o processo da sua beatificação.”
(Michele Zanzucchi - Città Nuova)
O milagre que permitiu a beatificação da Chiara, foi reconhecido em 9 de dezembro de 2009, um menino em Trieste que sofria com uma forma de meningite muito grave foi curado.
Chiara Badano, fazia parte do Movimento dos Focolares, e nasceu em Sassello, Liguria, em 29 de outubro de 1971. Desde muito pequena, Chiara mostrou um profundo amor por Deus, ao tempo que revelava um caráter forte, mas dócil, era alegre, bondosa e muito ativa.
Aos nove anos ingressou no Movimento dos Focolares. Em 1985 se mudou a Savona para seguir os estudos de bacharelado. Aos 16 anos discerniu sua vocação e decidiu consagrar-se a Deus. Manteve uma relação muito próxima com a fundadora dos Focolares, Chiara Lubich, quem pôs nela o apelido de "Luce", ou “Luz” em italiano.
Pouco tempo depois diagnosticaram um tumor no seu ombro. O diagnóstico foi "sarcoma ostiogênico com metástase", um dos tumores mais graves e dolorosos que existem. Chiara se propôs superar a enfermidade e começou um intenso tratamento de quimioterapia, e seguia com sua vida sem perder a alegria nem a fé.
Entregou todas as suas economias a um amigo que partiu em missão humanitária a África. Apesar dos esforços dos médicos, a enfermidade avançava rapidamente e perdeu o uso das pernas. "Se tivesse que escolher entre caminhar ou ir ao paraíso, escolheria esta última possibilidade", disse a seus familiares, já não pedia curar-se, mas encontrar-se com Jesus.
Em julho de 1989 sofreu uma severa hemorragia e parecia que o desenlace chegaria a qualquer momento. Disse a seus pais: "Não derramem lágrimas por mim. Eu vou onde Jesus está. Em meu funeral não quero gente que chore, mas que cante forte".
Em seu leito de enfermidade, Chiara rezava muito pedindo ser capaz de cumprir com a vontade de Deus. "Não peço a Jesus que me deva buscar para me levar ao paraíso; não queria dar a impressão que não quero sofrer mais", dizia e decidiu preparar com sua mãe a que chamava "festa de bodas", quer dizer seu funeral.
No domingo 7 de outubro de 1990 Chiara faleceu acompanhada de seus pais. Depois da porta da habitação aguardavam seus amigos. Suas últimas palavras foram para sua mamãe: "Tchau. Seja feliz porque eu o sou". Aproximadamente duas mil pessoas assistiram a seu funeral.

O então Bispo de Acqui, Dom Livio Maritano, iniciou o processo de beatificação da Chiara em 1999. O Prelado assegura que tomou esta decisão por "sua forma de viver, especialmente o exemplo extraordinário que ofereceu na última parte de sua vida".
Em meio a tantas seduções da sociedade de consumo, existem JOVENS que conseguem vivenciar o Evangelho de forma totalitária. Não é verdade que a correnteza dos contra-valores seja invencível.
Jovens de todo o mundo demonstram seu amor por Chiara Luce: “É um modelo para todos os jovens. Isso me ajudará a nadar na contra correnteza do mundo consumista em que vivemos”. (Elsy, dos Estados Unidos).
“Enquanto a sociedade nos leva a nos distanciarmos de tudo que é sofrimento e incômodo, Chiara Luce nos ensina a abraçar as dificuldades e a transformá-las em amor ao próximo”. (Paulo, da Itália), 
“Chiara Luce me demonstrou que vale a pena dar a vida por algo de grande, pela fraternidade universal”. (Ramon, de Teresina – PI),
 “O que atrai nela é o triunfo da vida e da alegria. Chiara nos deixou uma trilha para seguir”. (Tatenda, da África do Sul).
O livro - A Clara Luz de Chiara Luce – 2ª edição, lançado pela Editora Cidade Nova, conta sua história e vem recheado de novos depoimentos. “Chiara nasceu em Sassello, no norte da Itália, no dia 29 de outubro de 1971. Aos nove anos tomou conhecimento do Movimento dos Focolares, ao participar com seus pais, em Roma, do Family Fest, um encontro mundial organizado por esta expressão eclesial proporcionou futuramente um impacto decisivo para os três membros da família.” 
A jovem era extremamente ativa no Movimento Gen (Geração Nova), setor juvenil dos Focolares, no qual descobriu que Deus é Amor. “Ela tinha 17 anos quando sentiu uma forte dor nas costas, durante uma partida de tênis”.
Logo nos primeiros exames “os médicos perceberam que Chiara estava com câncer nos ossos. Faleceu no dia 7 de outubro de 1990. Havia preparado tudo: as canções de seu funeral, as flores, o penteado, o vestido de noiva”.
Ainda hoje, aproximadamente 21 anos de sua morte, jovens do mundo inteiro evocam e invocam Chiara Luce, como exemplo e ajuda.

Fontes: Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro,
Diocese de Assis e Agencia Ecclesia (http://www.agencia.ecclesia.pt) 
 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Santa Escolástica

10 de Fevereiro

Hoje, recordamos o testemunho daquela que foi irmã gêmea de São Bento, pai do monaquismo cristão. Ambos nasceram em 480, em Núrsia, região de Umbria, Itália.

Santa Escolástica começou a seguir Jesus muito cedo. Mulher de oração, ela sempre foi acompanhando o irmão por meio de intercessão. Depois, ao falecer seus pais, ela deu tudo aos pobres. Junto com uma criada, que era amiga de confiança e seguidora também de Cristo, foi ter com São Bento, que saiu da clausura para acolhê-la. Com alguns monges eles dialogaram e ela expressou o desejo de seguir Cristo através das regras beneditinas.
São Bento discerniu pela vocação ao ponto de passar a regra para sua irmã e ela tornou-se a fundadora do ramo feminino: as Beneditinas. Não demorou muito, muitas jovens começaram a seguir Cristo nos passos de São Bento e de Santa Escolástica.

Uma vez por ano, eles se encontravam dentro da propriedade do mosteiro. Certa vez, num último encontro, a santa, com sua intimidade com Deus, teve a revelação de que a sua partida estava próxima. Então, depois do diálogo e da partilha com seu irmão, ela pediu mais tempo para conversar sobre as realidades do céu e a vida dos bem-aventurados. Mas São Bento, que não sabia do que se tratava, por causa da regra disse não. Ela, então, inclinou a cabeça, fez uma oração silenciosa e o tempo, que estava tão bom, tornou-se uma tempestade. Eles ficaram presos no local e tiveram mais tempo.

A reação de São Bento foi de perguntar o que ela havia feito e desejar que Deus a perdoasse por aquilo. Santa Escolástica, na simplicidade e na alegria, disse-lhe: “Eu pedi para conversar, você não aceitou. Então, pedi para o Senhor e Ele me atendeu”.

Passados três dias, São Bento teve a visão de uma pomba que subia aos céus. Era o símbolo da partida de sua irmã. Não demorou muito, ele também faleceu.

Santa Escolástica, rogai por nós!
Fonte: www.cancaonova.com

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

São João Evangelista

27 de Dezembro





São João EvangelistaO nome deste evangelista significa: "Deus é misericordioso":uma profecia que foi se cumprindo na vida do mais jovem dos apóstolos. Filho de Zebedeu e de Salomé, irmão de Tiago Maior, ele também era pescador, como Pedro e André; nasceu em Betsaida e ocupou um lugar de primeiro plano entre os apóstolos.

Jesus teve tal predileção por João que este assinalava-se como "o discípulo que Jesus amava". O apóstolo São João foi quem, na Santa Ceia, reclinou a cabeça sobre o peito do Mestre e, foi também a João, que se encontrava ao pé da Cruz ao lado da Virgem Santíssima, que Jesus disse: "Filho, eis aí a tua mãe" e, olhando para Maria disse: "Mulher, eis aí o teu filho". (Jo 19,26s).

Quando Jesus se transfigurou, foi João, juntamente com Pedro e Tiago, que estava lá. João é sempre o homem da elevação espiritual, mas não era fantasioso e delicado, tanto que Jesus chamou a ele e a seu irmão Tiago de Boanerges, que significa "filho do trovão".

João esteve desterrado em Patmos, por ter dado testemunho de Jesus. Deve ter isto acontecido durante a perseguição de Domiciano (81-96 dC). O sucessor deste, o benigno e já quase ancião Nerva (96-98), concedeu anistia geral; em virtude dela pôde João voltar a Éfeso (centro de sua atividade apostólica durante muito tempo, conhecida atualmente como Turquia). Lá o coloca a tradição cristã da primeiríssima hora, cujo valor histórico é irrecusável.

O Apocalipse e as três cartas de João testemunham igualmente que o autor vivia na Ásia e lá gozava de extraordinária autoridade. E não era para menos. Em nenhuma outra parte do mundo, nem sequer em Roma, havia já apóstolos que sobrevivessem. E é de imaginar a veneração que tinham os cristãos dos fins do século I por aquele ancião, que tinha ouvido falar o Senhor Jesus, e O tinha visto com os próprios olhos, e Lhe tinha tocado com as próprias mãos, e O tinha contemplado na sua vida terrena e depois de ressuscitado, e presenciara a sua Ascensão aos céus. Por isso, o valor dos seus ensinamentos e o peso de das suas afirmações não podiam deixar de ser excepcionais e mesmo únicos.

Dele dependem (na sua doutrina, na sua espiritualidade e na suave unção cristocêntrica dos escritos) os Santos Padres daquela primeira geração pós-apostólica que com ele trataram pessoalmente ou se formaram na fé cristã com os que tinham vivido com ele, como S. Pápias de Hierápole, S. Policarpo de Esmirna, Santo Inácio de Antioquia e Santo Ireneu de Lião. E são estas precisamente as fontes donde vêm as melhores informações que a Tradição nos transmitiu acerca desta última etapa da vida do apóstolo.

São João, já como um ancião, depara-se com uma terrível situação para a Igreja, Esposa de Cristo: perseguições individuais por parte de Nero e perseguições para toda a Igreja por parte de seu sucessor, o Imperador Domiciano.

Além destas perseguições, ainda havia o cúmulo de heresias que desentranhava o movimento religioso gnóstico, nascido e propagado fora e dentro da Igreja, procurando corroer a essência mesma do Cristianismo.

Nesta situação, Deus concede ao único sobrevivente dos que conviveram com o Mestre, a missão de ser o pilar básico da sua Igreja naquela hora terrível. E assim o foi. Para aquela hora, e para as gerações futuras também. Com a sua pregação e os seus escritos ficava assegurado o porvir glorioso da Igreja, entrevisto por ele nas suas visões de Patmos e cantado em seguida no Apocalipse.

Completada a sua obra, o santo evangelista morreu quase centenário, sem que nós saibamos a data exata. Foi no fim do primeiro século ou, quando muito, nos princípios do segundo, em tempo de Trajano (98-117 dC).

Três são as obras saídas da sua pena incluídas no cânone do Novo Testamento: o quarto Evangelho, o Apocalipse e as três cartas.

Fonte: www.cancaonova.com

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Santa Beatriz a Santa da Beleza

Nasceu a Santa Beatriz, em 1424 na cidade de Campo Maior em Portugal. Era de estirpe real. Fora prendada de extraordinária beleza física e excelentes qualidades morais.
Educada e dirigida pelos Franciscanos, com ela crescera uma devoção terníssima à Santíssima Virgem e desejava com todo ardor de sua alma que a Santa Igreja definisse Dógma de Fé, o privilégio de sua Conceição Imaculada.
Quando sua prima Rei D. Isabel, infanta de Portugal, havia sido desposada pelo D. João II de Castela, Beatriz acompanhou a jovem Rainha para a Corte da Espanha, como primeira dama de honra. Sendo Beatriz, bela, atraente e nobre, tornou-se logo a favorita da Côrte, portanto admirada e cortejada por todos. Mas o coração de Beatriz, nunca se prendera a nenhum mortal e pairava acima de todo amor humano. A princípio a Rainha sentia-se contente com os elogios dispensados à sua nobre dama mas...depois o ciúme e a inveja apoderou-se de seu coração e já não via em Beatriz sua amiga, mas uma rival; e decidiu matá-la por asfixia.
Certa noite a Rainha cruél, pôs em prática o seu plano satânico. Conduziu Beatriz aos subterrâneos do palácio e sepultou-a viva em uma grande cofre ali existente. Beatriz estava condenada a uma morte pavorosa pela asfixia. Extremamente angustiada, encomendou sua alma a Deus e pediu perdão por sua adversária. Sentia entretanto, morrer sem receber o Santo Viático e sem nada ter feito em honra da Virgem Imaculada. Renovou seu voto de castidade e aceitou resignadamente a morte. Mas de repente, aquela escura prisão se ilumina e ela vê diante de si, a Virgem Imaculada com o Menino Jesus nos braços. Trazia hábito e escapulário brancos como a neve e nos ombros um manto de um azul tão claro como o céu sem nuvens. Sua cabeça estava aureolada com uma constelação de doze estrelas. Menino Jesus, tinha nas mãos uma lança com a qual esmagava uma serpente que jazia aos pés da Virgem bendita. Em dado momento a santíssima Virgem exclamou: minha filha, vês os hábitos que trago? pois bem. No fim de três dias serás livre desta prisão e fundarás uma Ordem religiosa em louvor a minha Conceição Imaculada.
Decorrido três dias que Beatriz desaparecera da Corte, seu tio D. João de Menezes, foi ter com a Rainha para saber o paradeiro de sua sobrinha. A Rainha encolerizada com a ousadia do nobre cortesão, o conduziu ao lugar do assassinato julgando encontrar ali um cadáver em decomposição. Receosa, abre o cofre e eis que Beatriz aparece bela, sorridente e aureolada de esplendores celestes. A Rainha solta um grito de terror e Beatriz lança-se a seus pés e pede-lhe permissão para sair da Côrte e refugiar-se em um Mosteiro. A Rainha anuindo ao pedido de Beatriz a deixou partir.
Beatriz deixando a Côrte de Castela dirigiu-se ao Mosteiro de S. Domingos, o Rela de Toledo, a fim de preparar-se no silêncio e na oração, para sua grande missão de Fundadora. Em caminho, sua alma turbou-se receando que a rainha mandasse tirar-lhe a vida e no auge de sua dor aparecem-lhe seus gloriosos patronos S. Francisco e Santo Antônio, que tranquilizaram seu espírito, felicitam-na pela nobilíssima missão que recebera da Rainha do Céu e desaparecem deixando sua alma inundada de consolações celestiais.
Beatriz, chegando ao Mosteiro de S. Domingos, velou para sempre seu rosto com um espesso véu, a fim de que nenhum mortal pudesse jamais contemplar sua deslumbrante formosura.
Decorridos mais de 30 anos, Beatriz tem uma segunda aparição da Ssma. Virgem, revestida com o hábito Concepcionista e ordena-lhe que dê início à fundação de sua Ordem bendita.
Beatriz, recorre à sua parenta, a Rainha D. Isabel, a Católica, filha de sua adversária. Esta Rainha virtuosíssima, tornou-se Co-fundadora e benemérita da Ordem nascente. Doou para o berço da Ordem os Palácios de Galiana e a Igreja de Santa Fé; ela mesma solicitou e obteve do Papa Inocêncio VIII a Bula de Aprovação.
No ano de 1484 Beatriz deixa o Mosteiro de São Domingos onde levara uma vida mais celestial do que terrena. Durante aquele prolongado retiro de mais de 30 anos, passara a maior parte dos dias e das noites em colóquios com o Esposo Divino na solidão do sacrário. Sua alma estava acrisolada de eminentíssimas virtudes, apta e idônea, para a grande missão de Mestra e Mãe.
Acompanhada de 12 donzelas entrou nos palácios de Galiana doados pela Rainha, que em breve tempo foi adaptado à forma de Mosteiro. Ali começaram a observar a vida monástica em todo seu rigor. Vestiam hábito e escapulário brancos, manto azul e cingiam-se com o cordão seráfico.
A Santa Fundadora, suspirava com ansiedade pela aprovação de sua Ordem querida. Certo dia, a Madre Beatriz é chamada à roda da portaria; indo atender, depara-se com o Arcanjo S. Rafael que lhe anuncia a grata notícia da expedição da Bula de Aprovação de sua Ordem. E acrescenta que já se achava a caminho vindo por mar. A Santa Fundadora exultava de gozo celestial aguardando o auspicioso momento de receber aquele precioso documento. Passados alguns dias, eis que recebe uma triste notícia, o navio que trazia a Bula de Aprovação de sua Ordem tinha naufragado no fundo do oceano. Grande foi a dor que oprimiu o coração da Santa Fundadora! Desfeita em lágrimas, prostra-se diante do sacrário e durante 3 dias e 3 noites não o fez senão orar e chorar. Depois levanta-se calma e serena e vai abrir um cofre que ela mesma tem a chave. Encontra ali um certo documento examina-o e com surpresa reconhece ser a Bula de Aprovação de sua Ordem querida, trazendo os sinais e cheiro da água do mar. O Arcanjo S. Rafael que trouxera a grata notícia da expedição da Bula, quis também salvá-la do extermínio das águas. ( Por estes fatos miraculosos vemos quanto a fundação desta Ordem bendita agradava à Virgem Imaculada e aos habitantes do céu. Vemos após, o Arcanjo S. Rafael empenhado em sua aprovação ).
A Santa Fundadora podia então entoar o seu cântico de despedida "Nunc dimittis". Sua missão na terra estava cumprida! A excelsa Ordem da Imaculada Conceição estava fundada e aprovada pela Santa Igreja! Suas filhas espirituais, as Concepcionistas, continuariam sua missão no decorrer dos séculos cantando o hino de exultação seráfica à Virgem Imaculada: "Vós sois toda formosa ó Maria! E a mácula original não existiu em vós!" E todas as Concepcionistas animadas pelo exemplo de Beatriz, no dia de sua procissão, juravam solenemente sobre os santos Evangelhos, defenderam com a própria vida este privilégio sinular da Ssma.Virgem.
A grande glória e mérito da Santa Beatriz, é ter dado ao mundo cristão, 400 anos antes da declaração do Dógma, um testemunho vivo de fé na verdade divinamente revelada, da Conceição Imaculada de Maria.
Estava a Santa Fundadora, aos 67 anos de idade, quando pela terceira vez recebeu a visita da Virgem Imaculada, que depois de lhe haver falado maternalmente acrescentou: minha filha, prepara-te que de hoje a 10 dias virás comigo para o paraíso. Apesar de Beatriz ser alma mais celestial do que terrena estremece ao pensar em sua Ordem querida cujas perseguições e provações lhe haviam sido reveladas pelo próprio deus. Pensa em suas filhas espirituais, que ainda principiantes na virtude, poderiam vacilar em face das grandes tribulações que lhes sobreviriam após a sua morte. E numa prece ardente e fervorosa ela implora a proteção divina para sua obra apenas começada. Mas o bom Jesus, que se compraz nas almas puras e humildes não tardou em vir em seu auxílio. Inspirou-lhe a colocar a Ordem nascente sob a proteção dos Franciscanos por serem defensores intrépidos do mistério da Conceição Imaculada de sua gloriosa mãe. E assim quando a Ordem bendita fosse perseguida, abatida e quase extinta, pelas forças inimigas, eles seriam também seus defensores e seus restauradores.
Após isso Beatriz caiu gravemente enferma e calma e serena comunica ao seu diretor espiritual a revelação que tivera e como virgem prudente com a lâmpada acesa, aguardava a chegada do Esposo.
Chegara afinal o dia predito pela Santíssima Virgem para o trespasse de Beatriz. Era a tarde de 09 de agosto de 1491. Estendida em seu leito de agonia tinha ainda a face velada. Mas quem a descobrirá? Um temor reverencial intimida a todos! Uma de suas filhas com a mão trêmula de emoção descobre o rosto seráfico da Santa Mãe. Ó maravilha! Exclamam todos tomados de admiração! Um esplendor celeste envolvia-lhe a face angelical que conservava toda pujança de sua decantada beleza e uma estrela luminosa veio pousar acima de sua fronte dardejando luz tão maravilhosa que enchia todo ambiente. Testemunha deste milagre foram 6 sacerdotes Franciscanos e monjas Cistercienses que tinham vindo assistir os seus últimos momentos. Tendo se espalhado a notícia do milagre, todo povo que estava na igreja e nas dependências externas, invadiu a clausura a fim de contemplar a Santa dos esplendores ainda viva, como glorificada e com ares do paraíso. E todos puderam admirá-la à vontade, pois a estrela só desapareceu quando a alma de Beatriz desprendeu-se do invólucro mortal e evolou-se à Pátria Celestial.

Fonte: http://www.uraonline.com.br

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Dia São Fracisco de Assis

Francisco nasceu em Assis, na Úmbria (Itália) em 1182. Jovem orgulhoso, vaidoso e rico, que se tornou o mais italiano dos santos e o mais santo dos italianos.

Com 24 anos, renunciou a toda riqueza para desposar a "Senhora Pobreza". Aconteceu que Francisco foi para a guerra como cavaleiro, mas doente ouviu e obedeceu a voz do Patrão que lhe dizia: "Francisco, a quem é melhor servir, ao amo ou ao criado?". Ele respondeu que ao amo. "Porque, então, transformas o amo em criado?", replicou a voz. No início de sua conversão, foi como peregrino a Roma, vivendo como eremita e na solidão, quando recebeu a ordem do Santo Cristo na igrejinha de São Damião: "Vai restaurar minha igreja, que está em ruínas".

Partindo em missão de paz e bem, seguiu com perfeita alegria o Cristo pobre, casto e obediente. No campo de Assis havia uma ermida de Nossa Senhora chamada Porciúncula. Este foi o lugar predileto de Francisco e dos seus companheiros, pois na Primavera do ano de 1200 já não estava só; tinham-se unido a ele alguns valentes que pediam também esmola, trabalhavam no campo, pregavam, visitavam e consolavam os doentes.

A partir daí, Francisco dedica-se a viagens missionárias: Roma, Chipre, Egito, Síria... Peregrinando até aos Lugares Santos. Quando voltou à Itália, em 1220, encontrou a Fraternidade dividida. Parte dos Frades não compreendia a simplicidade do Evangelho. Em 1223, foi a Roma e obteve a aprovação mais solene da Regra, como ato culminante da sua vida.

Na última etapa de sua vida, recebeu no Monte Alverne os estigmas de Cristo, em 1224. Já enfraquecido por tanta penitência e cego por chorar pelo amor que não é amado, São Francisco de Assis, na igreja de São Damião, encontra-se rodeado pelos seus filhos espirituais e assim, recita ao mundo o cântico das criaturas.

O seráfico pai, São Francisco de Assis, retira-se então para a Porciúncula, onde morre deitado nas humildes cinzas a 3 de outubro de 1226. Passados dois anos incompletos, a 16 de julho de 1228, o Pobrezinho de Assis era canonizado por Gregório IX.


São Francisco de Assis, rogai por nós!